Nossa luz guia
Abby Fuller
Na Lição Bíblica da semana de 19 a 25 de dezembro de 2011, intitulada “Ciência Cristã”, compreendemos as razões pelas quais Jesus foi o Messias, o Cristo, e a Lição também nos mostra como podemos conhecer a Ciência do Cristo. As duas histórias independentes sobre a natividade, a de Mateus 1:18-2:23 e a de Lucas 1:26-2:40, lançam os fundamentos para o messiado de Jesus (ver trechos nas citações 2-4). Embora muitas pessoas conheçam muito bem as generalidades das histórias, recomendo que reservem um tempo extra esta semana para mergulhar profundamente nessas grandiosas narrativas e lê-las em sua inteireza.
A versão de Lucas do nascimento de Jesus é a única com pastores, estalagem e manjedoura, por exemplo. Aos pastores é revelado que quando eles virem a Jesus na manjedoura, eles encontrarão o Cristo, o Senhor, o Messias deles. Ciência e Saúde descreve o menino nascido em Belém como “o arauto humano do Cristo, a Verdade” (p. vii, citação 2). A história em Lucas inclui mais pano de fundo, falando sobre Isabel, Zacarias e João (Lucas 1:5-25) e o relacionamento deles com Maria e Jesus. A anunciação, quando o anjo fala com Maria, a resposta dela e sua saudação a Isabel (frequentemente chamada de “O Cântico de Maria”, Lucas 1:46-55) são encontradas somente em Lucas.
Em todo o livro de Mateus, existe uma lista de razões para explicar o como e o porquê Jesus é o Messias. Elas incluem o parentesco de José com Davi, filho de Jessé (porque havia uma profecia de que o Messias seria um descendente de Jessé, ver Isaías 11:1) e o fato de que ele era de Nazaré, mas nascido em Belém. A versão de Mateus sobre a natividade é a única com os reis magos, a “estrela no Oriente” (Mateus 2:2), e a fuga para o Egito. Os reis magos, provavelmente astrólogos da Pérsia e/ou China, não aparecem imediatamente, mas talvez tenham chegado uns dois anos mais tarde. O que era a “estrela no Oriente”? Existem muitas suposições, mas parece possível que não fosse uma estrela, mas uma conjunção de planetas em um signo astrológico (uma constelação no zodíaco, aquelas pelas quais o sol passa) importante para o povo hebreu, mas desconhecida ao rei Herodes, um cidadão romano. Ciência e Saúde explica que os reis magos seguiram a “estrela-d’alva da Ciência divina, que ilumina o caminho da harmonia eterna” (p. vii, citação 2).
Por meio de seu ministério de cura, Cristo Jesus lançou uma luz no caminho, prenunciando o despontar da Ciência do Cristo, ou Ciência Cristã, conforme Mary Baker Eddy a denominou. Na Seção IV desta Lição, ouvimos a história de uma mulher com hemorragia, ou fluxo de sangue (ver Lucas 8:43-48, citação 14; também Mateus 9:20-22 e Marcos 5:25-34), e que constitui a metade da história que inclui a ressurreição da filha de Jairo. A mulher que tocou Jesus havia perdido toda sua fé nos médicos, mas tinha muita fé e confiança na capacidade de Jesus para curá-la e em sua paciência para com ela. Ela estava violando uma lei ao tocá-lo, mas ele a perdoou e a curou. A capacidade que Jesus possuía para saber que alguém o tocara, quando ninguém mais poderia percebê-lo, era um sinal de sua espiritualidade (ver Ciência e Saúde, p. 86, citação 16) e do fato de que ele era o Messias, o Cristo.
“O Cristo, como ideia espiritual ou verdadeira de Deus, vem hoje, como outrora, pregando o evangelho aos pobres, curando os doentes e expulsando os males” (Ciência e Saúde, p. 347, citação 21). Jesus representava o Cristo, mas seu nascimento, vida, morte e ressurreição não foram as únicas vezes nas quais o Cristo esteve com a humanidade. Nós não precisamos esperar em antecipação pelo advento do nascimento de Jesus para podermos vivenciar o Cristo, a presença do amor de Deus em nossa vida; ele está sempre conosco e as leis que o governam, a Ciência Cristã, mostram-nos como demonstrar seu poder salvador e sanador. “Minha esperança fatigada procura configurar aquele dia feliz, em que o homem reconhecerá a Ciência do Cristo e amará o próximo como a si mesmo…” (Ciência e Saúde, p. 55, citação 24). Vamos reservar um tempo nesta época de Natal para ver o Cristo uns nos outros, procurando maneiras de amar uns aos outros mais profundamente.
Abigail fez mestrado em Física. Agora, cursa o mestrado em Teologia no Seminário Teológico de San Francisco. Ela mora em San Anselmo, Califórnia, EUA.
fonte:http://www.arautocienciacrista.com/arauto/articles/bible-lesson-20111219.jhtml