CIÊNCIA CRISTÃ – LIÇÃO BÍBLICA (LB)
Estudo Metafísico do Acampamento dos Cedros
Tema: “A doutrina da expiação”
de 15 a 21 de abril de 2013
Heather K. Libbe, CS
(heather.libbe@gmail.com)
Compartilhe a alegria de ser UM com Deus!
São reais a doença, o pecado e a morte? Não!
Ainda bem que na semana passada foi tratada e negada a realidade dessa tríade do erro. E é maravilhoso que
esta semana a Lição Bíblica nos ajuda a ir mais fundo na nossa compreensão da irrealidade do pecado, ou seja,
qualquer crença de que podemos, de alguma forma, ser separados de Deus.
Na autobiografia de Mary Baker Eddy chamada Retrospecção e Introspecção, lemos o seguinte: “O pecado era,
e é, a suposição mentirosa de que a vida, a substância e a inteligência sejam ao mesmo tempo material e
espiritual, e contudo, separados de Deus.” (P. 67:7-10). Primeiro, o pecado é uma suposição mentirosa de que a
vida, a substância e a inteligência poderiam de algum modo estar separadaos de Deus. Como cientistas cristãos,
sabemos que isso não é possível, porque somos constantemente UM em Deus. Na verdade, nada pode nos
separar do Amor onipotente de Deus que está cuidando de nós a cada momento!
Em segundo lugar, temos de superar a crença de que a substância, a inteligência e a vida, podem ser tanto
material como espiritual, livrando-nos da sugestão de um eu separado. Eddy continua, em seu livro,
afirmando: “Silenciar o eu, alias, elevar-se acima da personalidade corpórea, é o que reforma o pecador e
destrói o pecado.” À medida em que nos libertamos do eu mortal nos sentimos mais elevados e abençoados!
Então, vamos mergulhar em explorar a Doutrina da Expiação e ser grato por todos os maravilhosos recursos que
existem para sermos gratos! `A medida em que mantiverrmos a nossa unidade, sacrifícando o eu, nos
arrependermos, e nos demonstramos a unidade do homem com Deus, reconheceremos a expiação de Jesus –
crucificação e ressurreição — e aderimos à “doutrina da Ciência Cristã,” estaremos demonstrando expiação
consciente, a irrealidade do pecado. Que presente para o mundo!
TEXTO ÁUREO – “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou
e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 João 4:10).
O amor de Deus é onipotente, incondicional, infinito, abrange tudo. A Concordância Strong esclarece que a
palavra propiciação vem de uma palavra grega que significa “apaziguar ; Meios para apaziguar”, para
produzir um estado de paz, tranqüilidade, calma ou contentamento; con a intenção de satisfazer , dissipar, ou
aliviar. “
Cristo Jesus – o Filho de Deus – é a Verdade que dissipa as crenças no pecado, acalma as tempestades do
sentido material — “personalidade corporalidade”– e trazendo uma sensação duradoura de paz, calma e
tranquilidade a todos os membros da criação perfeita de Deus.
LEITURA ALTERNADA – (1 João 2:1-3; 4:8,9, 14-17,19)
Como é maravilhoso saber que, como filhos amados de Deus, nós sempre temos um advogado quando parece
que “erramos o alvo”(estamos em pecado) e somos tentados a acreditar que estamos separados de Deus! Na
verdade, cada um de nós, sim, todos nós temos Cristo, a Verdade, como nosso advogado sempre presente e
ativo em sua função.
A segunda estrofe do Hino N º 93 do Hinário da Ciência Cristã é assim:
“Habitar com o Amor que não pode mudar,
faz o homem, do seu medo e angústia, encontrar libertação; Não mais
vítima de uma gama de grandes anseios,
está em Deus que o guarda em perfeita paz.”
(Tradução livre, pois ainda não consta em nosso hinário.)
O amor de Deus por cada um de nós é imutável. Não podemos deixar de habitar neste Amor, quando estamos
conscientes de ser UM com este Amor divino. O exemplo de Cristo Jesus mostra-nos que, como expressão e
reflexo do Amor, somos feitos perfeitos, por isso podemos estar e viver “em perfeita paz”.
Seção 1: Atenha-se a sua unidade
Jesus Cristo tinha um senso claro da doutrina da expiação, quando disse: “Eu e o Pai somos um.” O maior
sanador do mundo fez essa declaração humilde! Não só ele não teve dúvida de que ele era um com o Pai, pois
tinha uma compreensão muito clara de quem estava fazendo o trabalho, quem lhe deu autoridade sobre o
pecado, doença, doença e morte. (CeS 3) Ao reconhecer a nossa unidade com Deus, temos esta mesma
autoridade!
Num determinado bimestre durante meu primeiro ano na faculdade, eu fiquei estressada de tal maneira que nem
conseguia agir normalmente.
Eu tinha passado o bimestre anterior fora do campus, ajudando um amigo querido que passou por um desafio
difícil, e ainda precisava orar por aquela experiência. Eu também estava desesperada por causa das minhas
condições de vida, e ainda por cima estava engajada em mais compromissos do que devia. Quando os prazos
começaram a chegar, descobri que nem conseguia sair da cama, de tão exausta. Em meio às lágrimas, eu me
sentia um tanto desanimada, e gritei: “eu simplesmente não consigo fazer tudo isso”.
Quase imediatamente, apesar de a minha intenção não ter sido a de estar orando, eu ouvi muito firmemente:
“Sabe Heather, você está certa. VOCÊ não pode fazer isso, sozinha”.
Nem preciso dizer que essa mensagem angelical fez a humildade tomar conta de mim! Eu percebi que estava
pensando que eu era responsável por cumprir tudo por minha própria conta, que eu era uma mortal que estava
agindo, de alguma maneira, independente de Deus. Uma vez que essa crença foi descoberta e eu reconheci a
minha unidade com Deus, um grande peso saiu dos meus ombros. Consegui gradativamente cumprir meus
compromissos. Essa percepção pareceu ser o catalizador da minha completa liberdade do sentimento de
limitação por uma miríade de desafios. Desde então, tem sido um privilégio tanto celebrar quanto demonstrar “a
unidade do homem com Deus” (CeS 2).
Já que o crescimento espiritual vem de nos livrarmos da crença de que estamos separados de Deus (CeS 5), por
que não nos atemos a nossa unidade com Deus?!?!
Seção 2: Com a autoridade do Cristo, sacrifique o eu
Com autoridade, Jesus nos deu o Sermão do Monte, que inclui a ideia de que ele estava cumprindo a lei (B9).
Apesar de ser fácil concluir que o Cristianismo conflita com as leis e os profetas do Antigo Testamento, como:
“a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (B4), no One
Volume Commentary of the Bible Dummelou argumenta que Jesus deu uma grande importância ao Antigo
Testamento, e que na verdade ele foi além de cumprir a lei e os profetas em “todos os detalhes” por meio de seu
ensino espiritual e moral, e também de sua compreensão tanto das leis políticas quanto das cerimoniais.
Em 1 Samuel, por exemplo, lemos que obedecer e ouvir a Deus é melhor que oferecer qualquer sacrifício (B1).
Em Marcos, lemos que amar a Deus de todo coração, de todo entendimento, de toda alma e de toda força e amar
ao próximo é melhor que qualquer sacrifício (B7).
De acordo com o New Westminster Dictionary of the Bible, as oferendas eram uma “expressão exterior da
resposta do homem à graça de Deus…uma forma visível de oração oferecida a Deus”. Essas ofertas podiam ser
feitas tanto em público quanto em particular, e eram apresentadas sob três formas principais: bebidas, vegetais e
animais. As ofertas de animais geralmente consistiam de bois, vacas, ovelhas, cabras e pássaros, apesar de haver
diferentes especificações baseadas nas circunstâncias. Por exemplo, qualquer um desses animais poderia ser
usado para uma oferta de pecado, apesar de os pássaros não poderem ser usados para uma oferta de paz. Há
muitas regras específicas para os sacrifícios encontradas no Pentateuco ou os cinco primeiros livros do Antigo
Testamento, chamados livros da lei.
Em vez desses sacrifícios bastante materiais (visíveis), Eddy nos encoraja a sacrificar constantemente o eu para
sermos salvos do pecado (CeS 7). Apesar de ser comum pensar que servir aos outros significa despojar-se
completamente de si mesmo, eu descobri que é útil pensar em “auto sacrifício” ou falta de egoísmo como o
livrar-se de uma crença de que temos um eu separado, em primeiro lugar.
Podemos fazer isso por meio da “expiação de Cristo”, que reconcilia o homem a Deus (CeS 6). Ao pensar sobre
o que significa reconciliar-se a Deus, pode ser útil a lembrança da seguinte pergunta: “Acaso sou eu feita à Sua
imagem e semelhança, ou é Deus feito à minha imagem?” Ater-se à compreensão de que nós somos feitos à
imagem e semelhança de Deus, e não vice-versa, requer tanto humildade quanto sinceridade. Porém, com base
na compreensão de que existe apenas um Deus, o Cristo nos dá autoridade para nos ater a essa compreensão.
Seção 3: Arrependa-se
Quando parece que fizemos algo de errado, não precisamos cair na armadilha de acreditar que esse pecado fará
parte da nossa identidade para sempre. Como lemos no terceiro artigo de fé da Ciência Cristã: “…a crença no
pecado, contudo, será castigada enquanto ela perdurar” (p. 497). Então, tudo o que temos de fazer é nos
arrepender, voltar-nos ao Cristo e deixar a Verdade corrigir o erro!
Da mesma forma que os discípulos de Jesus não foram seduzidos pelos escribas e fariseus a acreditar que Jesus
estava pecando ao jantar com os publicanos e os pecadores (B13), Jesus não foi enganado pelos escribas que
trouxeram a mulher adúltera para ser apedrejada (B14). Em vez de decidir entre a opção A ou a opção B,
fazendo a escolha de apedrejar a mulher adúltera ou não, o que o colocaria em problemas com as autoridades
romanas, ele escolheu a opção C ou “opção do Cristo”, ao dizer: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja
o primeiro que lhe atire pedra”. Não era da conta deles julgá-la, em primeiro lugar, e Jesus não se deixou
enganar. De acordo com Dummelow, escrever no chão era uma prática comum que indicava falta de vontade
para lidar com uma determinada situação. Entretanto, Jesus não estava ignorando o problema. Ele estava
deixando que a Verdade fizesse o trabalho por meio da compreensão que ele tinha da sua unidade com a
Verdade.
Não apenas os escribas e fariseus foram repreendidos, mas o arrependimento da mulher lhe trouxe cura
instantânea e ela recebeu as belas palavras de Jesus: “Vá, e não peques mais”. A mulher adúltera foi capaz de
“volver-se do pecado e perder de vista o eu mortal para achar em Cristo, o homem real e sua relação com Deus,
e para reconhecer sua filiação divina (CES 13). Uma vez que fez isso, o pecado não teve mais poder sobre ela.
Seção 4: Demonstre a unidade do homem com Deus
Novamente, somos introduzidos à ideia da expiação quando Eddy diz: “Ele (Jesus) não pretendia ter
inteligência, ação, nem vida separadas de Deus” (CeS 14). Sem inteligência… Sem ação… Sem vida separada de
Deus. Isso inclui tudo!
Mas, como realmente demonstramos a unidade do homem com Deus? (CeS 16).
Temos muitos exemplos da demonstração de Jesus por toda a Bíblia. Com todas as histórias na LB dessa
semana, podemos testemunhar a autoridade do Cristo em praticamente todas as seções. Observamos, quando
Jesus curou o homem da paralisia, que qualquer um naquela época poderia dizer: “Estão perdoados os teus
pecados.” Porém, nem todos podem dar continuidade com um “Levanta-te e anda” (B17). Jesus tinha
capacidade para fazer isso porque sabia que não estava separado de Deus. Ele estava tão certo de seu propósito
de “tratar dos negócios de seu Pai” (Lucas 2:49) que não poderia ser pego por nenhuma armadilha armada pelos
escribas – dessa vez tentando acusá-lo de fazer coisas que somente Deus poderia fazer. Ele conseguia perceber
com o que precisava lidar e o que era que precisava ser curado, e fazia isso com “certeza científica” (CeS 17).
E, quando a cura acontecia, as multidões maravilhavam-se e glorificavam a Deus. Essa cura não era para o
ganho pessoal de Jesus, pois estava claro para ele que ele não “buscava a vontade dele, mas a vontade do Pai,
que o enviou” (João 5:30). Com essa compreensão, ele estava praticando a expiação, que possibilitava a ele ser
capaz de “demonstrar o poder curativo da Verdade e do Amor” (CeS 17). Que maravilhoso podermos nós
também fazer o mesmo através de nossa compreensão de que somos um com Deus!
Seção 5: Reconheça a expiação, a crucificação e a ressurreição de Jesus
Na noite anterior, antes de Jesus ser crucificado, na Última Ceia, na oração conhecida como “Oração Sacerdotal
de Jesus”, ele orou por si mesmo, pelos apóstolos e pelo mundo (B18). Ele, então, passou pela crucificação e
pela ressurreição, algo que tinha capacidade para fazer porque renunciou a si mesmo por completo no jardim do
Getsêmani.
No artigo chamado “O caminho de Getsêmani” do Christian Science Journal de abril de 1945, Lucy Hays
Reynolds declara, “O Mestre provou que o caminho da glória divina não era de glorificação pessoal, mas de
completa auto-renúncia. Lemos nas Escrituras que Jesus assentou-se e rezou honestamente três vezes: que se
fosse possível, que o cálice passasse dele, mas que fosse feita a vontade de Deus; depois, novamente, orou para
que se isso não fosse possível, que a vontade de Deus fosse feita; finalmente, reiterando essa vontade, ele
chegou ao pináculo sublime da auto-rendição e seguiu para o Getsêmani totalmente preparado para demonstrar a
capacidade da natureza divina a de superar o mundo”.
Ao ser capaz de testemunhar a ressurreição de Jesus, os discípulos conseguiram acreditar que era possível (CeS
19). Como está escrito na Nova Versão Internacional “A grandiosa graça [de Deus] estava sobre todos eles”
(B20), o que também acontece conosco quando reconhecemos a crucificação e a ressurreição de Jesus….
Além disso, podemos demonstrar a unidade do homem com Deus reconhecendo o papel que Cristo Jesus tem
como o “Guia”. O Filho de Deus provou para sempre a irrealidade da morte, o pecado final ou crença na
separação, através da ressurreição, que só pode nos ajudar na “compreensão da Vida eterna, ou seja, de que a
Alma, o Espírito, é tudo, e a matéria nada é” (CeS 21). Em vista disso, Cristo Jesus é o apaziguador dos nossos
pecados.
Seção 6: Mantenha-se fiel à “Doutrina da Ciência Cristã”
A Nova Tradução na Linguagem de Hoje interpreta Hebreus 13:9 assim: “Não se deixem levar por
ensinamentos diferentes e estranhos…”(B15 – seção 4). Qual é, então, a doutrina que devemos seguir?
MBEddy apresenta a doutrina da Ciência Cristã: (CeS 23)
· “O Amor divino não pode ser privado de sua manifestação ou objeto
· A alegria não pode ser convertida em tristeza, porque a tristeza não é senhora da alegria
· O bem jamais pode produzir o mal
· A matéria jamais pode produzir a mente
· A vida jamais pode redundar na morte
Através de todos essas postulados – uma compreensão mais elevada do Amor, alegria, bem, Mente e Vida
divinos, conseguimos superar qualquer crença na separação de Deus, provando, assim, a irrealidade do pecado.
Através da graça de Deus e de um desejo sincero por santidade (CeS 24), podemos seguir o exemplo de nosso
Mestre. Através da “unidade da fé” e uma compreensão de que, tendo um Pai-Mãe, somos todos irmãos (CeS
9), experimentamos a totalidade do Cristo, a Verdade (B23). [Experimentar a totalidade do Cristo é uma
experiência imperativa, “mais cedo ou mais tarde...” “todo joelho se dobrará” (CeS 54:10, Filipenses 2:10).
Como Efésios 2:4-6 coloca (B22), “Deus... nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus”. .. .. E,
através da demonstração de nosso ser em Deus, somos elevados à “possibilidade de uma unificação com a ideia
espiritual do homem e seu Princípio divino, o
Amor” (CeS 27).
Isso é tudo o que há para nossa UNIDADE com Deus.
Este estudo metafísico foi preparado por Kathy Fitzer, C.S., Heather K. Libbe, CS (heather.libbe @ gmail.com)
[Comentários entre colchetes: Warren Huff, Diretor do Acampamento dos Cedros e Editor dos estudos
metafísicos]
A tradução para o português é gentileza de Leila Kommers e Martha Samary, e leitura final por Orlando
Trentini, CSB
Visite o saite http://www.trentinicsb.com. Ali encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, para baixar e
partilhar com seus amigos.
Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de
aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e
demonstrem o grande valor do estudo diário da LB. Os Cedros são um complemento para a LB. O estudo em
inglês será postado, no link abaixo, na 2a. feira. Sua tradução para o português será postada até a 3ªfeira.
http://www.cedarscamps.org/metaphysical
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