Uma jornada à ‘cidade santa’
Nancy Fischer
Desde o Texto Áureo até as referências do livro do Apocalipse encontradas em cada seção da Lição Bíblica de 19 a 25 de setembro de 2011, intitulada “A realidade”, o despertar progressivo para a realidade espiritual é descrito por meio de símbolos vívidos e úteis. Essa Lição também oferece exemplos concretos da aplicação sanadora desses símbolos.
O Texto Áureo e a Leitura Alternada abrangem a maior parte do Salmo 48, um dos “salmos peregrinos” cantados por aqueles que subiam a Jerusalém para os grandes festivais religiosos judaicos. Ao longo de toda a Bíblia, Jerusalém, a “cidade de Deus”, é um símbolo da presença e do poder salvador dEle. Enquanto as pessoas viajavam em grande número rumo a essa cidade, que ficava sobre uma colina, elas iam cantando sobre a beleza, a alegria, a força, o refúgio, a misericórdia, a integridade, a justiça e a proteção que Deus supre a todos, eternamente. Portanto, onde quer que vejamos essas qualidades expressadas, vislumbramos aquilo que é verdadeiramente real.
A partir desse poderoso senso da presença de Deus evocada por uma cidade histórica real, a Lição continua a apresentar uma série de quadros mentais e suas lições igualmente poderosas, ou seja, visões simbólicas que vieram a João, conforme descritas no livro do Apocalipse.
Na Seção I, João é informado que a ele será mostrado, simbolicamente, o que irá acontecer, o caminho que o pensamento tomará, à medida que a realidade vai sendo revelada. A visão na revelação do capítulo 4 (citação 3) inclui uma porta aberta, anciãos vestidos de branco representando a pureza e o domínio, tochas de fogo que oferecem iluminação, sons que despertam e esclarecem, todos esses componentes trabalhando juntos para louvar a Deus. Ciência e Saúde explica: “Toda realidade está em Deus e Sua criação, harmoniosa e eterna” (p. 472, citação 1). Consequentemente, essas são qualidades que nos ajudam a compreender aquilo que constitui a realidade.
A seguir, o autor do Apocalipse vê uma multidão de todas as nações, vestida de branco (pureza), de pé, diante do Cordeiro de Deus, um símbolo que representa o amor, a inocência e o sacrifício do Cristo salvador (ver Apocalipse, capítulo 7, citação 4). João é informado que essa multidão representa todos os que sofreram tribulações e emergiram vitoriosos e puros por meio da atividade sanadora desse Cristo. Em seguida, nos é oferecido um belo relato sobre o Cristo em ação: Jesus confirma a verdadeira identidade de um homem que nasceu cego e restaura a visão desse homem (ver João 9:1-7, citação 6). Ciência e Saúde explica o enfoque de Jesus nos verdadeiros sentidos do homem: “Sua realidade e imortalidade estão no Espírito e na compreensão, não na matéria — daí sua permanência” (p. 486, citação 8).
Na sequência, as visões na Seção III revelam as maravilhosas trombetas de chifre de carneiro (ver Apocalipse, capítulo 8, citação 8), que, ao longo de toda a história judaica, simbolizavam a presença de Deus. Essas trombetas conclamavam o povo para a batalha e para a adoração, anunciando vitória e liberdade. Em Josué 6:1-20 (ver citação 11), vemos as muralhas, que bloqueavam a entrada para Jericó e, além dela, para a Terra Prometida, ruírem diante dos gritos enérgicos da confiança espiritual. Nada tem realidade ou poder para resistir ao progresso do bem.
Um grande progresso está sendo revelado na Seção IV! De um anjo que brada em alta voz como quando ruge um leão, juntamente com a voz imponente de Deus vinda do céu, o Revelador recebe um livro aberto e a ordem para comê-lo (ver Apocalipse, capítulo 10, citação 13). Então, “no céu grandes vozes” anunciam uma transformação, e o que parecia como um mundo material, transforma-se no mundo real de Deus e Seu Cristo (ver Apocalipse, capítulo 11, citação 14). Ciência e Saúde explica que o livrinho contém “a revelação da Ciência divina” (p. 559, citação 17), e provê a certeza do Consolador de que “Todas as coisas continuarão a desaparecer, até que a perfeição apareça e a realidade seja alcançada” (p. 353, citação 18).
Na Seção V (ver Apocalipse, capítulo 15, citação 15), João vê sete anjos (os quais para mim simbolizam o Amor completo) de branco (pureza) e ouro (preciosidade eterna), soltando, de uma vez por todas, os sete flagelos, que representam “a soma total da miséria humana” (Ciência e Saúde, p. 574, citação 19). Na direção da Seção VI galopa a imagem vitoriosa de um cavalo branco montado pela fidelidade e verdade, a própria Palavra de Deus (ver Apocalipse, capítulo 19, citação 16). Essa Palavra, aceita como verdadeira, revela o que é real, trazendo cura instantânea a um homem muito doente (ver Mateus 8:5-16, citação 18).
A visão final que João compartilha, fecha para nós o círculo nessa Lição. Em Apocalipse 21 estamos de novo na cidade santa, mas agora contemplamos sua natureza espiritual verdadeira (ver citação 19). Essa “nova Jerusalém”, aberta a todos, possui a harmonia e a estabilidade das proporções perfeitas. Livre de tudo que possa profanar ou causar dano, ela é iluminada perpetuamente pela presença de Deus e Seu Cristo salvador. Podemos ter acesso a essa cidade santa? Naturalmente. Ela é verdadeiramente real, aqui e agora! Pois, comoCiência e Saúde confirma, a consciência espiritual da realidade é concedida por Deus (ver p. 573, citação 26).
Nancy mora em Allen, Texas, EUA. Em 24 de setembro ela ciceroneará sua 28ª viagem às terras bíblicas.
Fonte:http://www.arautocienciacrista.com/arauto/articles/bible-lesson-20110919.jhtml
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