Casada ou não, nunca uma “solteirona”
Laurel Smith
15 de agosto de 2011 - Sentinel online
Em 1949, quando me formei na faculdade e comecei a trabalhar como professora, a família ideal americana era universalmente vista como sendo um pai, uma mãe, dois filhos e meio e um cachorro da raça cocker spaniel. Todos é claro, vivendo em uma charmosa casa em um bairro residencial afastado do centro.
Eu acreditava neste mito. Deduzi que casaria, teria filhos e viveria a boa vida das lindas esposas da TV. Entretanto, na verdade, tudo o que eu consegui para começar foi um cocker spaniel chamado Tony – porém nenhum marido.
Por favor, não pense que eu não era feliz. Não, não; eu adorava lecionar para crianças de seis anos. Adorava minha família e conseguia contribuir de uma maneira significativa ajudando a cuidar de um membro idoso da família. Tinha uma ótima vida social. Mas nenhum marido!
Ficou claro para mim, então, que o “Homem Certo” quereria sua “Mulher Certa” para expressar as qualidades divinas.
Eu costumava ler a citação de Mary Baker Eddy na parede de minha igreja que dizia: “O Amor divino sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana” (Ciência e Saúde, p. 494). E eu confiava que Deus, Amor, me proveria o que eu precisasse. Talvez, pensei, não fosse para eu me casar! Mas, mesmo assim, a maioria dos meus amigos estavacasados. Aos poucos, eles começaram a ter filhos, enquanto que eu continuava solteira.
Certa noite, eu estava lendo um exemplar do Sentinel quando me deparei com um testemunho de um rapaz que expressava sua gratidão por seu casamento feliz. Ele disse mais ou menos assim: “Eu buscava, mas nunca conseguia encontrar a parceira certa. Então, uma amorosa praticista da Ciência Cristã me disse: ‘Não procure pela garota certa. Estude para ser o tipo de homem que a garota certa está procurando. ’”
Fiquei impressionada e inverti esta citação, adotando-a como minha: “Não procure pelo homem certo. Estude para ser o tipo de garota que o homem certo está procurando.”
Ficou claro para mim, então, que o “Homem Certo” quereria sua “Mulher Certa” para expressar as qualidades divinas que refletem os sinônimos de Deus. Amor, Verdade, Princípio, Alma, Espírito, Vida, Mente. Essa não era uma ideia completamente nova, mas me levou a buscar mais profundamente nos meus estudos da Bíblia e Ciência e Saúde, que eram meu suporte desde que comecei a Escola Dominical, quando estava no ensino médio. Eu realmente fiz um esforço para expressar alegria e gentileza fraternal, atividades saudáveis e progresso espiritual. Talvez, a maior revelação naquele momento foi perceber que eu não mais precisava trabalhar para encontrar um amigo para ser completo. Eu era a ideia de Deus e, portanto, já estava completa aos olhos de meu Pai.
Deus queria que eu fosse supremamente feliz, reconhecesse minha totalidade, sentisse-me completa e satisfeita.
Não, o homem certo não apareceu imediatamente. Porém, minha perspectiva mudou por completo. Fiquei mais feliz comigo mesma. Mais contente.
Ao mesmo tempo, eu estava, passo a passo, compreendendo mais de nossa maravilhosa religião. Conheci alguns maravilhosos Cientistas Cristãos experientes que me ajudaram a crescer. E, ao mesmo tempo, minha vida se tornou mais realizada. Mudei-me para outra parte do país para um novo emprego no campo do ensino. Mais tarde, passei dois anos lecionando crianças pequenas na Europa. Sempre havia um desdobrar contínuo da percepção de que eu não era incompleta, porém, a completa semelhança de meu Pai-Mãe. Vi que conseguia confiar nos recursos infinitos da Alma, para ver que o Amor me guiaria. Deus queria que eu fosse supremamente feliz, reconhecesse minha totalidade, sentisse-me completa e satisfeita.
Quando minha viagem na Europa terminou, retornei para minha casa e, em um ano, retomei o contato com um amigo cuja companhia era uma alegria. Depois de alguns meses, casamo-nos e tivemos uma vida amorosa e divertida juntos por mais de quarenta anos. E não houve dor em nossa separação.
Sou muito grata por tudo o que aprendi sobre a totalidade – porque eu sei que expresso a completude da “filha do Rei”. O Rei que está cuidando de mim e do meu querido marido. E sei que cada um de nós tem a obrigação de ter uma história feliz para contar ao outro quando nos encontrarmos novamente!
Laurel Smith mora em Santa Barbara, Califórnia.
Totalidade divina:
Ciência e Saúde
494:10-11
Tradução:Leila Kommers
